segunda-feira, 12 de abril de 2010

Simplesmente Amor

Amor. Ahhhh, o amor! Que enche o coração dos mais jovens e apazigua o coração dos mais velhos... Não necessariamente nessa ordem haha!

É esse o tema de hoje pra vocês aqui no Tons de Pêssego ;]

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By Will Pauley (vulgo membro masculino honorário do TP xD)


“Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer”
(Luíz V. de Camões)



Definindo o Amor

Amor. Palavra originada do latim e que possui uma porção de significados na nossa língua portuguesa – assim como em diversas outras. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, atração, desejo. Mas, comumente, o conceito popular descreve o amor como um vínculo emocional com alguém ou com algum objeto. E é através desse sentimento abstrato que desenvolvemos uma porção de sensações e estímulos da quais, muito provavelmente, o ser humano não viveria sem.

Embora o amor seja narrado de tantas formas (havendo palavras específicas em grego e latim exatamente para fazer a distinção delas), há um conceito consensual sobre o amor original. Não importa a classe, raça ou religião, nem mesmo o tipo de amor em evidência ou por quem ele é sentido. O amor, obrigatoriamente, deve ser permitido. É uma permissão quase sempre concedida tão naturalmente que ninguém para pra pensar muito nela – mas, existe. É a tal da recíproca. Portanto, se alguém realmente te ama, é porque você permitiu.


Te amo é bom dia?

Trazendo um pouco dessa teoria ao nosso cotidiano, vamos nos deparar com outra questão em andamento paralelo: Dizer “Eu Te Amo”. Com o advento da internet, expressar algo assim passou a ser mais comum (pra não dizer banal) e culminou na máxima que nomeia uma comunidade do Orkut, “Te amo não é bom dia!”. Concordo e discordo. É ruim atribuir um sentimento tão nobre a qualquer um que se conhece pela frente, mas creio que seja uma frase digna pra se ouvir com a sinceridade de quem te ama no dia a dia. E mais de uma vez por dia. Isso me leva a uma antiga conversa com a Ana (aqui do blog).

Certa vez, um conhecido dela dizia que evitava o discurso do “eu te amo” com freqüência porque a namorada já sabia disso, e que guardava as três palavrinhas para ocasiões especiais. Senão, o que diria quando quisesse expressar o seu amor de verdade? Ok, inovar sempre é bom. Mas pense na hipótese de beleza: Qual pessoa – especialmente mulher – não gosta de ouvir o quanto está bonita hoje? E amanhã? E depois de amanhã? É algo reconfortante, faz bem pra auto-estima, pra saúde e pro ego. Portanto, o ruim da história não é o “minha nossa, como você está linda!” de segunda a segunda. O ruim é quando não há nada agregado nisso, sejam atitudes, emoções, ou afins. E quando não é sincero.

Mas, se você realmente ama alguém, por que dizer amanhã o que se pode dizer hoje? Tá esperando morrer, é? Estudos comprovam que pessoas que se sentem amadas são mais felizes, e que ouvir ou dizer “eu te amo” sete vezes por dia é uma bela forma de manter-se alegre. Então, por que não somar isso há outros fatores surpresas? Há várias outras coisas capazes de expressar o quão você está satisfeito com sua companhia. Frases, cartas, presentes, ou simplesmente olhares, gestos, carinhos... Às vezes, o silêncio realmente vale mais do que mil palavras – ou três, no nosso caso. E outra: Não existe essa coisa de “dia especial”. Pra quem ama, o amor é um sentimento contínuo no qual todo e qualquer momento pode ser especial.


A Teoria Triangular do Amor

Como você já deve ter percebido que o meu foco é relacionamentos – como sempre – vou falar de uma parte substancial baseado na teoria de Sterneberg, com o amor dividido em três elementos básicos – intimidade, paixão e compromisso. Observem:

• Amizade (intimidade)
• Limerence (paixão)
• Amor vazio (compromisso)
• Amor romântico (intimidade + paixão)
• Companheirismo amoroso (intimidade + compromisso)
• Amor fugaz (paixão + compromisso)
• Amor consumado (intimidade + paixão + compromisso)

A intimidade está ligada a troca de informações que você pode ter com alguém, ao ponto de conhecê-la culturalmente, emocionalmente, ou fisicamente. A paixão é geralmente o desejo, a vontade de estar junto do outro indivíduo e de querer receber a felicidade que dele provém. Por fim, o compromisso (que deriva da palavra “promessa”) é o que os casais fazem com troca de palavras, alianças e celebrações, prometendo sua fidelidade e lealdade um ao outro. A junção destes três pilares seria o amor pleno, completo, com empatia e companheirismo na medida certa.

Partindo desse ponto de vista, é sabido que a paixão costuma ser passageira, e é exatamente por isso que muitos relacionamentos acabam nos primeiros meses. Enquanto, no começo, uma atração desmedida é geralmente criada (muitas vezes até chegar à relação sexual), são outros os fatores determinantes que dão prosperidade a relação – sobretudo, aqueles que tangem as qualidades, defeitos, e os objetivos de vida que cada um tem. Mas, se esses quesitos passam a ser tolerados e se a busca pela felicidade nutre das mesmas idéias e ideais, o casal ganha mais um ponto a seu favor e cria um laço único de confiança.

Ainda sou defensor do diálogo como chave de um “relacionamento perfeito”, por ser o único modo de você compreender alguém com eficácia. Ou seja, não adianta achar que fulano gosta disso ou daquilo só pelo chute, é muito importante conversar, conversar e conversar mais um pouco! Se você encontra alguém com quem, digamos, quer “viver pra sempre”, eu tenho a nítida impressão que esses devaneios particulares deveriam ser prazerosos. Se não são, então algo está errado. E se você não acredita na benevolência do amor, eu poderia afirmar que é por já ter sofrido ou se frustrado com isso, mas não pela falta de vontade em querer que alguém te ame. Certo?


Ame. Apenas ame.

Enfim, todos carecem de amor. Todos querem reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, e é notoriamente reconhecido que, sem amor, nenhuma criatura sobrevive. E, com amor, trazemos equilíbrio e paz de espírito aos nossos corações.

Pra finalizar com um panorama geral, eu cito isso:

“Sempre que fico triste com o estado do mundo, eu penso sobre o portão de desembarque do aeroporto de Heathrow. A opinião geral nos faz acreditar que vivemos num lugar de ódio e ganância, mas eu não vejo assim. Me parece que o amor está em toda parte. Muitas vezes não é particularmente interessante ou digno, mas ele está sempre lá – pais e filhos, mães e filhas, maridos e esposas, namorados, namoradas, velhos amigos. Quando os aviões atingiram as Torres Gêmeas, pelo que sei, nenhum dos telefonemas das pessoas a bordo foram mensagens de ódio ou vingança – foram todas mensagens de amor. Se você olhar pra ele, eu tenho um pressentimento que você descobrirá que o amor, realmente, está todo ao seu redor.”

Não há receita de bolo, mas... Simplesmente ame.


Nota: O título e a citação são menções ao filme britânico "Love Actually", traduzido aqui como "Simplesmente Amor". Recomendo! =]